TEMA 2020

O setor agrícola deve responder nos próximos anos ao aumento da procura de alimentos para satisfazer as necessidades de uma população mundial crescente, que segundo a FAO será de 10 mil milhões de pessoas em 2050. Terá de o fazer num contexto de escassez de recursos, (hídricos e de solo), num cenário de alterações climáticas e numa conjuntura de crescente pressão da opinião pública que exige a redução dos impactos causados pela produção agropecuária no meio Ambiente.

 

Os agricultores terão de produzir mais alimentos, usando menos recursos (energia, água, agroquímicos, fertilizantes) e a Agricultura 4.0 é a revolução tecnológica em curso que ajudará a responder a este enorme desafio.

 

Os participantes das 24H AGRICULTURA SYNGENTA vão ser submetidos a provas, teóricas e práticas, para compreender e aprofundar conhecimentos sobre a Agricultura 4.0.

 

Falamos de um conjunto de tecnologias digitais integradas e conectadas por meio de sistemas e equipamentos capazes de otimizar a produção agrícola, em todas as suas etapas. Algumas destas novas tecnologias já estão a disposição dos agricultores, ajudando-os tomada de decisões e na gestão das operações de campo, outras chegarão ao merco nos próximos anos. Eis alguns exemplos:

 

  • Sensores terrestres de proximidade. Servem para monitorizar o sistema solo-planta-clima e entre os mais recentes no mercado estão os sensores eletromagnéticos para a medição direta da condutividade elétrica aparente do solo; sensores de fluorescência para a deteção de compostos fenólicos, obtenção de índices de maturação, deteção precoce de doenças ou previsão do teor de azoto na planta.

  • Deteção remota de imagens das parcelas agrícolas através de plataformas com grandes resoluções espaciais e espectrais; com veículos aéreos não tripulados e sensores aéreos cada vez mais específicos para as necessidades da produção, tanto térmicos ou espectrais como LIDAR ou de fotogrametria terrestre.

  • Internet of Things (IoT) consiste no levantamento de dados da parcela agrícola através de sensores e imagens remotas de satélite ou capturadas por drones ou câmaras, envio dos dados para plataformas alojadas na Internet, onde são processados, cruzados entre si e analisados, ajudando no diagnóstico e tomada de decisões agronómicas.

  • Inteligência artificial aplicada, por exemplo, a sistemas de condução automática em tratores agrícolas, permitindo que a máquina tome sozinha uma decisão como mudar de rota ou parar se começar a chover; assistentes virtuais com quem o agricultor pode conversar e tirar dúvidas sobre o desempenho de qualquer processo no campo, estes sistemas são sistemas baseado em redes neurais e na tecnologia deep learning.

 

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